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Vacinas

Herpes Zóster

A vacina herpes zoster (atenuada) é indicada para pessoas a partir de 50 anos de idade para:

• Prevenção de herpes-zóster,

• Prevenção de neuralgia pós-herpética (  quadro de intensa dor persistente que pode durar por meses ou até anos comprometendo em muito a qualidade de vida dessas pessoas );

• Redução da dor aguda e crônica associada ao herpes-zóster

Esquema de dose única administrada via subcutânea, preferencialmente no braço (região deltoide).

Dengue

Atualmente apenas uma vacina foi licenciada no Brasil, a desenvolvida pela empresa francesa Sanofi Pasteur. Ela é feita com vírus atenuados e é tetravalente, ou seja, protege contra os quatro sorotipos de dengue existentes. Ela possui a estrutura do vírus vacinal da febre amarela, o que lhe dá mais estabilidade e segurança.

Esta vacina só é capaz de prevenir contra o vírus da dengue, não garantindo imunização contra outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como o Zika vírus e a febre chikungunya.

A vacina contra dengue está indicada em pessoas de nove a 45 anos, faixa etária que representa 70% dos casos de dengue no Brasil. Gestantes são contraindicadas a tomar a vacina contra a dengue, por ser uma vacina com vírus atenuados, ou seja, com maior potencial (mesmo que teórico) de causar doenças em pessoas com o sistema imunológico mais deficiente, como o feto.

A vacina contra a dengue da Sanofi Pasteur é aplicada em três doses, com intervalos a cada seis meses. A partir da primeira dose a vacina já oferece alguma proteção, mas é fundamental que toda as doses sejam tomadas para se ter certeza de que se está imunizado de forma duradoura e equilibrada.

Meningite

Vacina contra a Neisseria meningitidis tipo C (Meningococo C), principal bactéria causadora de meningite. Recomendada em crianças a partir de 3 meses de idade, com esquema de duas doses com intervalo de 60 dias, e uma dose de reforço a partir de um ano de idade .

Recentemente foram introduzidas, no mercado de Imunobiológicos, novas vacinas contra Meningite Meningocócica, encontradas apenas em Clínicas Privadas de Vacinação:

VACINA MENINGITE MENINGOCÓCICA DO TIPO ACWY:

Vacina mais moderna e que confere proteção bem mais ampliada do que a do Tipo C. Indicada a partir dos 2 meses de vida em um esquema de três doses com intervalo de 60 dias. com dose de reforço aos 12 a 16 meses . Crianças acima dos dois anos , adolescentes e adultos esquema de dose única.Em todos os casos, em virtude da rápida redução dos títulos de anticorpos protetores, reforços são necessários a cada cinco anos, abrangendo toda infância e adolescência.

VACINA MENINGITE MENINGOCÓCICA DO TIPO B:

Última novidade em vacinas. Até agora não havia nenhum tipo de imunização contra o Meningococo tipo B. Este meningococo determina doença de grande morbi letalidade por conta da rápida evolução do quadro clínico após a infecção. Indicada a partir dos 2 meses de vida, sendo que bebês até 6 meses precisam receber três doses da vacina. Para crianças

entre 6 e 11 meses, a recomendação é de duas doses. Ambas as faixas etárias são classificadas como grupo preferencial para receberem esta vacina e requerem dose de reforço entre os 12 a 24 meses de idade.

Para quem tem mais de 1 ano e até 50 anos, a recomendação é de duas doses com intervalo de 60 dias, sem necessidade de reforço.

BCG ID

Administrada em todo o Brasil com a finalidade principal de prevenir as formas sistêmicas e graves da Tuberculose. Indicada logo após o nascimento e em dose única para recém nascidos com peso superior a 2 kg. É aplicada por via intradérmica, na inserção do músculo deltóide do braço direito, e de 1 a 3 semanas o local da aplicação ficará com nódulo avermelhado podendo apresentar secreção e ferida. Em torno da 12° semana forma-se uma cicatriz definitiva de forma circular. Este evento é esperado aproximadamente até o sexto mês de vida.

Atenção!
Se após seis meses da vacinação a criança ainda não apresentar cicatriz, consulte o pediatra. A vacina deverá ser feita novamente.

Hepatite B

Vacina utilizada para prevenir a hepatite B em qualquer idade. É aplicada rotineiramente em esquema de três doses. Atualmente recomenda-se que O RN receba a primeira dose logo após o parto. As aplicações posteriores são feitas aos dois e seis meses de idade, sendo encontrada na vacina Combinada Hexavalente. No adolescente e adulto, aplica-se uma dose um mês após a primeira e outra dose é aplicada cinco meses após a segunda. (0 – 1 – 6).

Hepatite A

A Vacina contra Hepatite A foi desenvolvida a partir do vírus inativado (morto) e confere proteção em praticamente 100% dos indivíduos vacinados. Está indicada em crianças a partir de 1 ano de idade num esquema posológico de 2 doses, com intervalo de 6 meses. Adolescentes e adultos que não tiveram a doença podem também ser vacinados. A Vacina é segura e eficaz, praticamente sem efeitos colaterais. Dor local, indisposição e febre baixa podem ocorrer em cerca de 5% dos indivíduos vacinados, leves e de curta duração.

Hepatite A e B Combinadas

Esta vacina é indicada para crianças e adultos que ainda não receberam nenhuma dose de vacina contra hepatite A e B, com vantagem de recebê-la combinada na mesma aplicação. O esquema vacinal para clientes até 16 anos de idade consiste em duas doses com intervalo de seis meses entre as doses. Acima desta idade segue o esquema vacinal da hepatite B ( 0-1-6 meses).

Pentavalente

Pentavalente: É a combinação da Vacina Triplice Bacteriana ( difteria , tétano e coqueluche) acelular mais Hib (Haemophilus influenzae) e Pólio inativada. Pode ser aplicada nos quatro e quinze meses de idade.

Hexavalente

Hexavalente: É a combinação da vacina Pentavalente mais Hepatite B . Pode ser aplicada aos dois, quatro e seis meses.

DTPaIPV ADULTO ( Difteria- Tétano – Coqueluche e Pólio inativada)

Vacina acelular contra Difteria, Tétano, Coqueluche e pólio inativada. Esta vacina foi incluída em substituição à vacina Dupla Adulto, que era apenas contra Difteria e Tétano. Objetivando diminuir os casos de Coqueluche entre adolescentes e adultos, fato que vem sendo constatado nos últimos tempos, a vacina é recomendada a partir dos quatro anos de idade, sendo reforçada a cada dez anos.

Tríplice Viral

A vacina Tríplice Viral é uma combinação dos vírus vivos atenuados do sarampo, da caxumba e da rubéola. É administrada por via subcutânea a partir dos 12 meses de idade, com uma dose de reforço aos 15 meses. Pode ser aplicada também em adultos, principalmente em mulheres em idade fértil para a prevenção da Síndrome da Rubéola Congênita que atinge os recém nascidos. Os efeitos adversos mais comuns são febre e erupção cutânea de curta duração, ocorrendo habitualmente a partir do 5º até o 28º dia. Apresenta-se combinada com a Varicela= Tetraviral.

Varicela/Catapora

É produzida a partir do vírus varicela-zóster atenuado e  altamente eficaz. A vacina está indicada para todas as pessoas susceptíveis maiores de um ano de idade, incluindo os adultos. É recomendado uma segunda dose de reforço aos quatro anos idade. Maiores desta idade recomenda-se a segundo dose 60 dias após a primeira. Os eventos adversos são pouco freqüentes e geralmente desprovidos de gravidade. Os mais comuns, que ocorrem entre cinco e doze dias após a vacinação, são a febre e um pequeno número de lesões de pele idênticas às da varicela. O surgimento das lesões de pele, que acontece em até 8% das pessoas, não significa falha vacinal. Recomenda-se evitar o uso de derivados do ácido acetil salicílico – AAS após a aplicação da vacina, pelo risco teórico de uma doença muitíssimo rara, porém grave (Síndrome de Reye).

Pneumocócica Polivalente 23

A vacina reduz o risco de infecções graves causadas pelo Streptococcus pneumoniae (“pneumococo”). Esta bactéria é causa comum de infecções respiratórias (otite, sinusite, pneumonia), e também pode ocasionar infecções generalizadas (meningite, sepse). A vacina protege contra as formas mais graves de doença (pneumonia, meningite e sepse). Além disso, diminui a transmissão do S. pneumoniae de uma pessoa para outra, o que é importante em asilos para idosos (ou ambientes semelhantes). A vacina atualmente em uso é produzida com os 23 sorotipos do S. pneumoniae que causam doenças com mais frequência. É recomendada uma dose, para a maioria das pessoas. Uma segunda dose está indicada apenas por orientação médica, aos que têm um risco muito alto de doença grave por S. pneumoniae. Esta segunda dose deve ser administrada cinco anos após a primeira. Pode, mas geralmente de pequena gravidade, ocorrer reação pós vacinal como dor, vermelhidão, edema (inchação) e febre que ocorrem no local de aplicação da vacina nas primeiras 72 horas.

Prevenar 13 Valente

A vacina previne as infecções causadas pelo pneumococo – nome popular da bactéria Streptococcus

pneumoniae –, sendo a mais frequente a pneumonia pneumocócica1. Estas infecções são chamadas de doenças pneumocócicas (DPs). Indicada a partir dos dois meses de idade até os seis anos e para adultos acima de 50 anos. Vale lembrar que a pneumonia está entre as três principais causas de morte em todas as idades no mundo.

Febre Tifóide

É uma vacina inativada que age estimulando organismo a produzir sua própria proteção contra a bactéria Salmonella typhi, causadora da doença. É indicada a partir de 2 anos de idade, sendo dose única, administrada por via intramuscular ou subcutâneo, tanto para crianças como para adulto. A revacinação pode ocorrer a cada 3 anos se o risco de contrair a febre tifóide permanecer. Os eventos adversos após a vacinação são geralmente leves e de curta duração. Trata-se frequentemente de reações no local da aplicação (dor, inchaço, vermelhidão). Febre, dor de cabeça e mal estar foram raramente registradas.

Rotavírus

Indicada para a prevenção de gastroenterites causadas por Rotavírus. A gastroenterite pode causar diarréia, vômito e febre. A administração da vacina é exclusivamente oral. A primeira dose deve ser administrada a partir dos dois meses de idade, e em seguida com quatro e seis meses. O intervalo entre as doses não pode ser menor que 4 semanas. A vacina não se destina a adultos e idosos. Algumas reações foram observadas após a vacinação como irritabilidade, perda do apetite, febre, diarreia e vômito.

HPV – PAPILOMA VÍRUS HUMANO

Duas vacinas estão licenciadas no Brasil contra o HPV. A Vacina Quadrivalente da MSD- Gardasil, indicada para meninas e meninos de 9 à 26 anos de idade, que protege contra quatro tipos do vírus (6, 11, 16 e 18). Dois deles (6 e 11) estão relacionados a 90% das verrugas genitais. Os outros dois (16 e 18) estão implicados como causa de Câncer de Colo de Útero. Outra é a Vacina Oncogênica da GSK – Cervarix que, segundo informações do fabricante, “A vacina demonstrou 100% de eficácia contra as infecções incidentes e persistentes, contra as anormalidades citológicas e o desenvolvimento histológico de NIC associados ao HPV-16 e ao HPV-18.9″ Como a anterior, a idade recomendada da vacinação é a partir dos 9 anos sem limite de idade mas apenas para o sexo feminino. O esquema vacinal de ambas as vacinas preconiza a aplicação de três doses. Para Gardasil as doses são aos 0, 2 e 6 meses e para a Cervarix, as doses são aos 0, 1 e 6 meses. Ambos os fabricantes apresentam pesquisas suficientes que mostram uma proteção duradoura nas mulheres vacinadas para o risco de câncer de útero. Os efeitos colaterais mais comuns são: dor no local de aplicação.